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28/04/2009 - 11:45h

Ministro reitera que não houve conotação política na Castelo de Areia

Brasília, 28/04/2009 (MJ) - O foco da investigação Castelo de Areia, deflagrada no final de março pela Polícia Federal, não era o financiamento de campanhas políticas e sim lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (28) pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, em audiência na Comissão de Constituição e Justiça no Senado.

Tarso rebateu as denúncias de que a operação teria tido um viés político. "A investigação não tratava de financiamento de campanhas. A informação (sobre possíveis irregularidades em campanhas eleitorais) não foi originária da Polícia Federal, e sim do inquérito da Justiça a que os jornalistas tiveram acesso", disse. 

Tarso destacou o respeito à liberdade de imprensa no Brasil. "Vivemos em um país que a imprensa não precisa revelar suas fontes. Isso é positivo. Se houve alguma ilegalidade, ela será punida".  Para o ministro é inaceitável a idéia de que há no Brasil estado policial. “Estado policial tínhamos na ditadura. Hoje vigi o estado de direito".

Segundo Tarso, a partir deste momento os debates sobre a operação "perderam o foco". Ele, no entanto, considerou que o tema é importante e precisa ser discutido. "Sabemos que o assunto precisa ser debatido para reduzir o grau de ilegalidade que possam ocorrem em financiamentos de campanha, o que já vem sendo discutido por projetos em tramitação no Congresso Nacional", defendeu.

O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, que também participa da audiência, tem a mesma opinião e nega o uso político da operação. "O relatório que trata da Castelo de Areia tem 250 páginas, não houve qualquer vazamento. Apenas 10 páginas tratam sobre financiamento de campanha. A publicidade deste assunto foi feita por quem é de direito (a Justiça)", afirmou.

A audiência na CCJ deve se estender até o início da tarde desta quarta.

Memória

A operação Castelo de Areia foi deflagra pela PF em 25 de março. Quatro diretores da empreiteira Camargo Corrêa foram presos acusados de evasão de divisas, crimes contra o sistema financeiro e fraude em licitações, além de suposta doação ilegal a partidos políticos. De acordo com a Procuradoria Geral da República, os prejuízos à União seriam de cerca de R$ 20 milhões.

 

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